Eu me acostumei a sentir sua falta, me conformei a não te ter comigo, me adaptei a te ver com outro alguém. Me lembro de observar de longe, te querer por perto, mas, ainda assim, tomar certo cuidado pra não me aproximar. Você sempre foi o assunto mais delicado, que eu desviava, que eu fazia de tudo pra não tocar. Nos dias mais difíceis eu sempre me pegava olhando pras suas fotos, pra gente, quando eu e você ainda éramos nós. Acho que você era um ótimo ponto de paz, conforto, porto seguro. Depois de muito tempo sem saber por onde você anda, se ainda toca violão antes de dormir ou se ainda só tem fome de comida japonesa, você voltou. Sorriu, me chamou pra você e me fez querer tudo de volta. Eu comecei a reclamar, disse o quão injusto era, mas, eu segui, segui a direção que levava até você. Por que o seu número sempre vai ecoar dentro de mim, a sua voz sempre vai rondar meus pensamentos bobos, e você sempre vai confundir minha cabeça. É como se todas as suas partes contribuíssem pra minha total incerteza, pra me enlouquecer, pra tirar meu chão e me deixar sem rumo. É como se você soubesse o poder que tem sobre mim. Poder de me afastar e me trazer pra perto, de roubar minha fala e me botar um sorriso na boca, de me fazer esquecer a razão e ser somente emoção. Não sei de muito, mas, sei que eu ainda te vejo, ainda te olho de longe, e o pior… Ainda te espero. (Coeur-Froid)
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
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